sábado, 13 de março de 2010

Chet Baker

A postagem de hoje e dedicada a um cara muito interessante, e com uma história bastante curiosa em suas passagens pelo Brasil: Chet Baker.
Como a maioria dos artistas de blues e jazz, este jazzeiro era mais conhecido por seu apelido que pelo nome verdadeiro: Chesney Henry Baker Jr nasceu em Oklahoma (EUA) e morreu em Amsterdã aos 59 anos de idade.
Trompetista, viajado por todo o mundo e com problemas sérios com álcool e drogas, carreava consigo a polêmica como sobra do talendo luminoso: já esteve preso por diversas vezes, já foi espancado por causa de dívidas com heroína e, por conta disso, teria perdido diversos dentes.


Álbum com os principais sucessos de Chet Baker: link senha: radiodada

Escutando um pouco da sua obra (link de um disco com variados sucessos), é fácil ver que era adepto do improviso com poucas notas, sem seguir a linha dos malabaristas do gênero. Divulga-se que para tocar, pedia apenas o tom e "mandava bala". Muito informal, não mantinha e seguia registros formais de música em partitura.
Esteve no Brasil para o Free Jazz Festival. Segue trecho de seu artigo relacionado na Wikipedia:

Em 1985, Chet Baker esteve no Brasil para duas apresentações na primeira edição do Free Jazz Festival. A banda era formada pelo pianista brasileiro Rique Pantoja (com quem Chet já havia gravado
um disco no início dos anos 80 - Chet Baker & The Boto Brasilian Quartet), pelo baixista Sizão Machado, pelo baterista americano Bob Wyatt e pelo flautista Nicola Stilo. A primeira apresentação, no Hotel Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, foi considerada decepcionante, mas a apresentação em São Paulo, tida como um sucesso, quase entra para a história do Jazz pela porta dos fundos: depois do espetáculo, já em seu quarto, no Maksoud Plaza, Chet surrupiou a maleta do médico que o acompanhava e tomou doses cavalares das drogas que lhe estavam sendo administradas para  controlar as crises de abstinência. Chet teve uma overdose e quase morreu.

Neste mesmo ano, iniciou com Rique Pantoja, em Roma, as gravações de Rique Pantoja & Chet Baker (WEA, Musiquim), que terminariam em São Paulo, no ano de 1987. O LP foi um sucesso de crítica.

Em maio de 1983, durante uma de suas inúmeras viagens à Holanda, produziu gravações com o  pianista Michael Graillier e com o baixista italiano Ricardo Del Fra, parceiro do baterista brasileiro  Afonso Vieira.

Baker morreria em Amsterdã, de forma trágica e misteriosa, na madrugada de 13 de Maio de 1988,  quando despencou da janela do hotel.

Até hoje resistem muitas controvérsias sobre a causa de sua partida: suicídio ou acidente?

Chet foi enterrado no "Inglewood Park Cemetery", em Los Angeles.

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